sábado, 13 de setembro de 2014

E, nasceu!

         Ainda bem que era particular. Nada contra quem não esperar a chegada de seus filhos num hospital privado, mas é porque a agonia é muito grande naquela espera. Pois bem, como moramos a 75km de distância, numa cidade vizinha, saímos quase de madrugada para estarmos às 07h00 no local. Ao chegarmos, fomos encaminhados para o apartamento onde ficaria pós-parto, e as enfermeiras começaram os preparativos de organização. Minha esposa desceu para a sala de cirurgia toda apreensiva, mas teve que retornar porque a doutora ainda não tinha chegado, mais tarde a doutora avisou por telefone que já poderia levá-la porque ela já estava chegando... e lá se foi minha mulher de novo.
         Eu, minha sogra e a cunhada da minha esposa ficamos esperando na porta da sala de cirurgia. É aí que fica a pior parte: o tempo não passa, a gente vê pessoas chorando, outras tristes, e o tempo não passa. Não porque eu estava preocupado com meu filho, não. Sabia que ele estava bem e seria, assim como é um menino forte. A minha preocupação era com minha esposa, pois ela estava passando por uma cesariana, e cesariana na verdade, é uma cirurgia. O pré-natal dela foi excelente, mas naquele momento, naquele lugar, vendo aquelas pessoas tristes, umas chorando, não nos ajudava muito a passar o tempo.
         Bem, deu tudo certo. O Caio nasceu às 09h11min do dia 06 de dezembro de 2012, com 3500 gramas. Chegou de olhos bem abertos no berçário, sem dar um único choro. E ele não chorou em momento algum. Muito lindo. 
          Minha esposa ainda demorou bastante. Só me tranquilizei depois que a doutora saiu e me disse que foi tudo bem e que minha esposa sairia em breve. E ela saiu. Pronto. Uma nova vida começou a partir dali.

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